Papa envia mensagem ao fórum inter-religioso do G20 na Argentina

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos integrantes do G20 Fórum Inter-religioso, que acontece em Buenos Aires, Argentina, de 26 a 28 de setembro. O tema desta edição é “Construindo Consenso para o Desenvolvimento Justo e Sustentável: Contribuições Religiosas para um Futuro Digno”.

Esta é quinta edição do evento, que é relacionado às reuniões da Cúpula Econômica do G20, cujo encontro acontecerá entre 30 de novembro e 1º de dezembro.

Em sua mensagem, o Santo Padre disse que “essas conferências inter-religiosas, que giram em torno das cúpulas anuais do G20, aspiram oferecer à comunidade internacional as diferentes religiões e tradições filosóficas e experiências para destacar as questões sociais que tanto nos preocupam hoje”.

O Sucessor de Pedro disse ainda que homens e mulheres não podem permanecer indiferentes “às situações difíceis que afetam não apenas tantos dos nossos irmãos negligenciados e esquecidos, mas que também afetam o futuro da humanidade”.

Importância do diálogo 

O diálogo construtivo, sublinha o Pontífice, é fundamental para encontrarmos as melhores soluções que afetam a todos. Francisco nota, porém, que o diálogo não significa a identidade individual. “Estar disposto a ir ao encontro do outro, entender suas razões, e sobretudo, uma ocasião de enriquecimento mútuo e crescimento fraterno”, afirmou.

“Não é possível construirmos uma casa comum deixando de lado pessoas que pensam de forma diferente”, exaltou Francisco.

O papel da religião 

Em sua mensagem, o Papa disse ainda que a religião tem um papel importante ao promover a dignidade humana, que vem da fé em Deus, especialmente “em que se afirma e se consolida um paradigma de desenvolvimento tecnocrático, com sua lógica de dominação e controle da realidade em favor dos interesses econômicos e lucrativos”.

O Pontífice encerrou sua mensagem com um convite urgente “para um novo diálogo a respeito de como estamos construindo nossa sociedade” e ainda clama que “todos protejamos nossa casa comum por meio da preocupação com toda a família”.

*Fonte: Site da Canção Nova

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Eleições: o que é da responsabilidade da Igreja?

A vida política está entre as preocupações da Igreja reforçadas após o Concílio Vaticano II. A Constituição Pastoral Gaudium et Spes ensina que, sobre estas realidades, “devem resplandecer os princípios e as luzes que provêm de Cristo e que dirigirão os cristãos e iluminarão todos os homens na busca da solução para tantos e tão complexos problemas”. Mas neste período eleitoral, pode aparecer o questionamento de até onde a Igreja deve ir.

“Resplandecer os princípios e as luzes que provêm de Cristo”, talvez seja um indicativo para este questionamento. Para as eleições gerais no Brasil, várias são as iniciativas que visam contribuir para a formação de consciência cidadã, dando luzes e princípios para bem escolher em quem votar.

O bispo de Santa Cruz do Sul (RS), Aloísio Alberto Dilli, destaca a política como exercício do bem comum, recordando a fala do Papa Francisco de que a política é uma das formas por excelência da caridade, sendo esta uma orientação geral e o sentido de como a Igreja deve entrar na política. “Nós, evidentemente, não nos manifestamos em público em termos partidários, porque essa questão precisa sim acontecer no momento concreto do voto, mas é a pessoa, na sua liberdade, que, orientada por princípios gerais de política, se expressa concretamente dentro da eleição, dentro de um partido”, explica.

O bispo também ressalta: “nesse sentido, é claro que nós não devemos também assumir candidaturas. A Igreja orienta que o clero não tome uma candidatura porque ele vai possivelmente dividir sua comunidade. E nós temos que ser pessoas de unidade, de paz, de conciliação”, afirma. Ele pondera ainda que, “dentro da realidade nós também vamos ter que nos definir por um candidato que pertencerá a um determinado partido”, considerando a hora do voto.

Dom Aloísio Dilli ainda explica que a Igreja ensina a olhar toda a realidade humana, também na política, a partir do Evangelho. “E dentro do Evangelho nós temos como centro o mandamento do amor e em decorrência a defesa da vida, a dignidade da pessoa humana, a solidariedade, o direito de todas as pessoas a uma vida digna, as injustiças temos que condenar, a corrupção que temos que condenar”, enumera.

Entre as várias iniciativas eclesiais voltadas para as eleições, destaca-se a cartilha de orientação política preparada pelo Regional Sul 2 da CNBB. No material, retoma-se que a Igreja é chamada a ser “advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu”, como ensina o Documento de Aparecida.

Em artigo publicado no portal da CNBB, Dom Vital Corbellini recorda as indicações contidas no material e ressalta o papel da Igreja no processo político. Em cinco pontos, a Igreja:

  1. Incentiva os fiéis para que interajam em relação às eleições e que participem da política como algo essencial para a transformação da sociedade
  1. Aprecia as pessoas que se dedicam ao bem da nação, ao serviço das pessoas
  1. Elabora textos para conscientizar eleitores sobre a responsabilidade do voto
  1. Promove iniciativas em paróquias e dioceses a respeito de debates sobre os candidatos e programas, além da formação de consciência política dos leigos e leigas
  1. Colaborou no empenho em moralizar as campanhas políticas com elaboração da lei contra a corrupção eleitoral e da Lei da Ficha Limpa

Outra iniciativa de repercussão nacional é a Campanha da Arquidiocese de Aparecida (SP) e do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, “Eu sou o Brasil Ético”. “Este projeto direciona nosso olhar para a vida do povo. Queremos mais respeito pelo povo, mais vida, mais dignidade, mais emprego, mais pão na mesa e também mais participação de todos na vida social. Este ano eleitoral não é e não será igual aos outros. Diante de toda esta manifestação sobre corrupção que vimos entrar em evidência, está comprovado que a nossa política deve e pode melhorar. Quero convidar todo o povo brasileiro a acreditar no voto!”, escreveu o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, na apresentação da campanha.

Entre as várias indicações e reflexões contidas no material, há um capítulo dedicado às orientações normativas sobre condutas e posturas assumidas pela instituição e seus meios de comunicação. O objetivo é evitar confusão de conceitos e entendimento em relação à presença de candidatos, por exemplo, no Santuário.

Os meios de comunicação do Santuário (TV e Rádio Aparecida e portal A12.com) são impedidos de mostrar rostos políticos eleitos ou em disputa eleitoral nas missas e eventos, exceto em necessidade de cobertura jornalística, além do convite para participação especial em programas de TV. Atenção também é dada para discursos e falas, tanto em celebrações, quanto em redes sociais e entrevistas à imprensa.

Sobre as redes sociais, a orientação é que os Missionários Redentoristas não declarem em suas redes sociais pessoais o apoio a determinado partido ou político. “Orienta-se ainda o cuidado com os discursos nas mídias digitais, bem como com o compartilhamento de informações e marcações em fotos e eventos”, encontra-se no texto.

*Fonte: Site da CNBB

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Paróquia Nossa Senhora do Líbano realiza Show de Prêmios

Já estão à venda as cartelas para o grande Show de Prêmios da Paróquia Nossa Senhora do Líbano, que será no dia 11 de novembro, domingo, às 14h, no salão da matriz.

Entre os prêmios teremos, TV 32′, máquina de lavar roupas, bicicleta, revisão automotiva (no valor de R$120,00 – cento e vinte reais) e muito mais. Não perca tempo, adquira já a sua cartela.

Os interessados podem adquirir as cartelas com os nossos agente de pastorais. O valor da cartela com dez bilhetes é R$ 13,00 (treze reais).

Durante o evento teremos sorteios de brindes e rodadas extras, com bilhetes vendidos na hora.

Venha com a sua família para se divertir conosco!

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II Semana Mariana acontece de 11 a 16 de setembro em Juiz de Fora

O Ano do Laicato segue rico em programações formativas. Desta vez, será na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada no bairro homônimo, em Juiz de Fora, onde tem início, na próxima semana, a II Semana Mariana. Uma programação especial foi montada unindo a Semana Catequética da Forania Nossa Senhora do Líbano e a devoção à Maria.

Com o intuito de fortalecer a espiritualidade dos fiéis, o Padre José Domício Ferreira da Silva teve a iniciativa de montar uma lista de atividades que incluirá momentos de louvor, palestras e adoração. O tema do evento será: “Maria, Modelo Inspirador da Vocação Laical”.

Serão seis dias de programação. O encontro começa na terça-feira (11), com a palestra “As Catequeses Mistagógicas e Mariológicas nos Santos Padres”, com Padre Cássio Barbosa de Castro. Na quarta (12) o assunto será “A história da catequese a partir do leigo”, conduzida pelo Padre José Sávio Ricardo. Na quinta (13), “As devoções marianas populares”, com Padre Antônio Camilo. Na sexta (14), “A devoção a Nossa Senhora a partir da leiga Beata Nhá Chica”, com uma estudante de Teologia do Seminário Santo Antônio, Liana Maggessi Pereira. No sábado (15), haverá recreação para as crianças da catequese e missa e, no domingo (16), Celebração Eucarística e momento louvor finalizarão o evento.

As inscrições são abertas a todos os públicos, sem taxas e podem ser feitas após a missa, no escritório paroquial ou pelo telefone (32) 3237-1125. O número de vagas, porém, é limitado. Segundo a coordenadora da catequese da forania, Cristiane Corrêa Martins Neves, a expectativa “é que venham todos os catequistas, pastorais e movimentos da forania, além de religiosos, leigos e leigas”.

Confira a programação completa:

De 11 a 14 de setembro
19h30 – Palestras no salão paroquial
*Dia 11 – Terça-feira – “As Catequeses Mistagógicas e Mariológicas nos Santos Padres” com Padre Cássio Barbosa de Castro.
*Dia 12 – Quarta-feira – “A história da catequese a partir do leigo” com padre José Sávio Ricardo.
*Dia 13 – Quinta-feira – “As devoções marianas populares”, com padre Antônio Camilo.
*Dia 14 – Sexta-feira – “A devoção a Nossa Senhora a partir da leiga Beta Nhá Chica” com Liana Maggessi Pereira.

Dia 15 de setembro – Sábado
14h – Recreação para as crianças da catequese, com Adriano
16h – Missa

Dia 16 de setembro – Domingo
8h – Missa
*Após a celebração haverá Louvor Mariano até às 11h, com Vania Victa e Cássio Nascimento.

Fonte: site da Arquidiocese JF

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Papa: em setembro, rezar pelos jovens africanos

Que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho em seu próprio país: esta é a intenção de oração indicada pelo Papa Francisco neste mês de setembro. Na tarde desta terça-feira (4), foi divulgado mais um vídeo produzido pela Rede Mundial de Oração do Papa.

Migração 

Rezando nesta intenção, o Pontífice fala da migração, uma das consequências da falta de oportunidades para os jovens africanos. “A África é um continente rico, e a maior riqueza, a mais valiosa da África, são os jovens”, afirma o Papa no vídeo. “Eles devem poder escolher entre deixar-se vencer pela dificuldade ou transformar a dificuldade em oportunidade”.

Para fazer esta escolha, é preciso investir em educação. “Se um jovem não tem oportunidade de educar-se, o que poderá fazer no futuro?”, questiona Francisco, pedindo orações “para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho em seu próprio país”.

Desemprego 

Segundo estatísticas da Organização Internacional do Trabalho do ano de 2017, 12,9% dos jovens africanos que têm entre 15 e 24 anos na África Subsaariana estão desempregados. Enquanto o número sobe para 28,8% para a mesma população nos países do Norte da África.

Por sua vez, a UNESCO estima que em 2017 quase 60% dos jovens africanos entre 15 e 17 anos de idade não frequentam a escola.

Sínodo 

Ainda sobre a juventude, o Papa Francisco convocou para o próximo mês um Sínodo dos Bispos com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. O evento se realizará em Roma de 3 a 28 de outubro.

*Fonte: Site do Vatican News

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Edições CNBB lança coletânea de reflexões para o Ano Nacional do Laicato

Recentemente, a editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma coletânea de reflexões para o Ano Nacional do Laicato, a “Sal e Luz”. A ação, em conjunto entre as Comissões Episcopais Pastorais da Conferência, tem o intuito de contribuir com reflexões e encaminhamentos sobre a Igreja e a sociedade, enriquecendo as temáticas do Ano Nacional do Laicato. O lema “Vós sois sal da terra e luz do mundo” tem despertado e aprofundado a fé cristã nos volumes publicados.

É possível um sujeito eclesial?

No volume 1 da coleção “Sal e Luz”, intitulado “É possível um sujeito eclesial?”, o estudo, de autoria do sacerdote jesuíta Mario de França Miranda, busca refletir mais a fundo sobre os pressupostos para que a meta visada pelos bispos na Assembleia Geral da CNBB, ao almejar um Igreja missionária, possa ser alcançada. E, mais ainda, examinar se certa crise que hoje experimenta-se na Igreja também aflorou na Assembleia e se ela evoca mudanças importantes para o futuro da Igreja.

Deste modo, os eixos principais do estudo configuram-se em quatro questões. Primeiramente surge o questionamento se a “Igreja de hoje” possibilita ou impede a existência de um autêntico sujeito eclesial. Em seguida, são abordados alguns questionamentos eclesiológicos que permitem e favorecem o surgimento de uma “mentalidade” necessária ao emergir do sujeito eclesial. Numa terceira parte, é analisado, sob o ponto de vista da organização social, as estruturas eclesiais requeridas para que o indivíduo na Igreja possa realmente alcançar esse status de sujeito. Na parte final, o autor aborda como a fé cristã, constitutivamente teologal, não pode prescindir da Igreja.

O brilho dos cristãos leigos e leigas

O volume 2 da coleção “Sal e Luz”, intitulado “O brilho dos cristãos leigos e leigas – “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14) é escrito por Dom Severino Clasen, presidente da Comissão para o Laicato da CNBB. Em sua reflexão, ele busca despertar nos batizados o dom da fé, o dom do serviço, como discípulos de Jesus Cristo. No estudo, o bispo enfatiza que a verdadeira luz ilumina os corações e as mentes humanas, os preenche de entusiasmo, encanto, atraindo para o convívio todos os que desejam seguir a proposta de felicidade anunciada por Cristo.

Na primeira parte do volume apresentado por Dom Severino, ele procura alertar que a comunhão de vida se encontra na participação da vida eclesial, sendo presença servindo nas pastorais e nos movimentos eclesiais. Na sequência, o bispo faz um alerta sobre a cultura e a educação, que de acordo com ele são espaços para desenvolver a fé e transformar com brilho a capacidade de criar, inventar e enfeitar o saber e a cultura humana.

Em outra parte, Dom Severino fala sobre a ação transformadora dos cristãos leigos e leigas na sociedade, quando esses participam dos conselhos paritários, das organizações sociais, testemunhando pelo conhecimento e pela consciência crítica, o diálogo fecundo e promissor, amenizando conflitos e alertando sobre atitudes de programas de exclusão na sociedade. Por último, o bispo aponta que a paciência, a maturidade, a firmeza e a esperança são atitudes que favorecem a implantação da verdadeira luz de Cristo ao mundo.

Os fiéis também sabem: o sentido da fé (sensus fidei) na Igreja

O último volume lançado, o 3, é intitulado “Os fiéis também sabem: o sentido da fé (sensus fidei) na Igreja” e contou com a colaboração do presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, Dom Pedro Carlos Cipollini. Nesse estudo, o bispo trata do documento publicado pela Comissão Teológica Internacional, em 2014, intitulado “O sensus fidei na vida da Igreja”, comentando-o e procurando explicitá-lo com o pensamento de outros teólogos, comparando-o com os demais documentos do Magistério e a vivência do povo fiel.

Na primeira parte é abordado o enfoque eclesiológico pelo qual foram tratados os temas no Concílio Vaticano II. O segundo capítulo apresenta a natureza do sensus fidei e o terceiro, aborda o seu papel no desenvolvimento da doutrina e da prática cristã, as relações entre o sensus fidei e o Magistério e entre o sensus fidei e a teologia; bem como de alguns aspectos ecumênicos. O quarto fala sobre os requisitos para uma participação autêntica, e por último, sua aplicação prática.

A coletânea está disponível para venda no site da Edições CNBB.

*Fonte: Site da CNBB

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