O encarceramento em massa no Brasil

O Papa Francisco revela sua atenção afetuosa com os presos e confidencia que cada vez que passa “pela porta de uma prisão para uma celebração ou para uma visita” sempre tem “este pensamento: porque eles e não eu?” e que “a queda deles poderia ter sido a minha”.

Meus queridos irmãos, o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo se aproxima de nós, mesmo neste tempo de dor e de distanciamento social, devido à pandemia, o Senhor Jesus nos convida a celebrar o Natal.

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Juiz de Fora deseja, ardentemente, vivenciar a sexta obra de misericórdia corporal, que é visitar os encarcerados. Queremos estar com eles, para rezar, conversar, ouvir, enfim, partilhar a alegria do nascimento do menino Jesus.

Gostaria nesta singela mensagem de Natal dirigida a nossa Pastoral Carcerária Diocesana; aos nossos irmãos encarcerados e a seus familiares, refletir um grande problema que destroem o Sistema Penitenciário Brasileiro que é: “o Encarceramento em Massa”.

Nosso país ocupa o terceiro lugar no ranking dos países com maior população carcerária no mundo (atrás apenas de Estados Unidos e China), com 800 mil pessoas presas. De acordo com dados do Infopen (sistema de informações estatísticas do sistema penitenciário brasileiro).

Nas Unidades Prisionais de todo nosso país predominam a superlotação, a violação de direitos e os recorrentes casos de maus-tratos e torturas. O “Encarceramento em Massa” nos Sistemas Prisionais não gerou melhora na Segurança Pública em nossas cidades. Pelo contrário, os índices de violências nos últimos 25 anos, aumentaram de maneira gigantesca, vitimando, sobretudo as pessoas pobres, negras, das periferias e de baixo nível educacional.

Encarcerar não é solução para por fim, a tanta violência, pois infelizmente o Estado não cria estruturas que contribuam para a ressocialização da pessoa presa. Como disse o Papa Francisco em sua visita ao México (18/02/16), é “um engano social acreditar que a segurança e a ordem só são alcançadas prendendo as pessoas”, pois as prisões significam dor e destruição da pessoa humana, é urgente construir novas estruturas que propiciam a ressocialização, para que, em um futuro próximo, o Sistema Penitenciário Brasileiro respeite a finalidade da “LEP” (Lei de Execução Penal) que é a “ressociliazação do preso”.

Deste modo, quero neste espírito natalino recordar a todos vocês meus queridos irmãos que a Pastoral Carcerária é uma Pastoral Social, enquanto membro do Corpo de Cristo que é a Igreja tem como missão transmitir a mensagem evangélica; “de anunciar aos cativos a liberdade e aos cegos a recuperação da vista de pôr em liberdade os oprimidos e proclamar um ano de graça do Senhor”. (Lc 4, 18-19).

A Pastoral Carcerária nasce com o próprio Jesus Cristo. Ele envia todos os batizados a visitar os irmãos presos e Ele mesmo foi um preso. Depois dele, os apóstolos também foram presos, recebiam visitas. “O sumo sacerdote e todos os seus partidários encheram-se de raiva, mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. Durante a noite, porém, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair.” (At 5, 17-20).

“Estive preso e fostes me visitar” (Mt 25,36). Esta passagem evangélica ilumina a nossa missão junto aos nossos irmãos presos. Pois todos nossos irmãos encarcerados foram também criados por Deus, logo, fazem parte da “Casa Comum” e o Menino Jesus se identifica amorosamente, com cada um deles.

Enfim, perguntaram a Jesus: “quando foi que te vimos preso e fomos te visitar?” Jesus respondeu: “todas as vezes que vocês o fizeram a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim que o fizeram” . (Mt 25,40). Abençoado e Santo Natal.

 

Cordialmente,

 

Padre Welington Nascimento de Souza

Assessor Eclesiástico da Pastoral Carcerária

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Pastoral Afro-Brasileira lança Campanha de Cadastramento para padres negros

Pensando em quantificar e identificar os padres negros de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Pastoral Afro-Brasileira do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou neste mês, uma Campanha para o Cadastramento destes padres.

O assessor eclesiástico, Pe. Jotaci Brasiliano Conceição de Oliveira, e a assessora leiga, Marinete da Silva Morais, enviaram uma carta para divulgar a ação. Segundo eles, a Pastoral Afro-Brasileira pretende conhecer os padres religiosos e/ou diocesanos do Leste 2, partilhar informações e debater sobre a temática racial.

No documento, Pe. Jotaci e Marinete informam que a “comunidade torna-se uma irmandade que reconhece a necessidade de um ministério transformador, vozes ampliadas em busca de justiça e reconciliação racial, trabalhando para curar os pecados de nossa Igreja e nação. Porque ‘Deus escolheu o que o mundo acha fraco, para envergonhar os poderosos. Deus escolheu o que o mundo despreza, acha vil e sem importância, para destruir o que o mundo prestigia’ (1 cor. 1, 27-28)”.

Os assessores solicitam também que o formulário seja compartilhado entre os padres negros. “A sua contribuição neste processo é muito importante para a nossa comunidade como um todo”.

Para contribuir com a Campanha basta preencher o formulário de cadastro até o dia 10 de maio.

Leia a carta na íntegra.

Fonte: Site da CNBB Regional Leste 2

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Paróquia Nossa Senhora do Líbano volta a receber fiéis

Seguindo as orientações da Arquidiocese de Juiz de Fora e conforme o decreto da Prefeitura, agora as celebrações poderão ter até 30 pessoas. A Paróquia Nossa Senhora do Líbano começa a se adaptar a essa medida, nesta quinta – feira, 24, com a benção do Santíssimo e celebração. Todas as medidas já estão sendo tomadas para evitar uma evolução do coronavírus. Mas, será necessário a consciência dos fiéis, prestar atenção nos agentes pastorais,  pois é preciso colocar a saúde em primeiro lugar. Pensando nisso, foi criado algumas recomendações, tanto para os agentes de pastorais, tanto para os fiéis. Lembrando que algumas missas serão transmitidas pelo facebook.

Equipe Litúrgica:

  • Deverá ser montada escala contendo 1 leitor, 1 músico, 1 membro Pascom/Colaborador, 1 arrumar o altar, 1 colaborador para distribuição de álcool em gel e recepção de pessoas, 1 ministro, Padre;
  • Essa equipe escalada deverá chegar na igreja com antecedência para abrir portas de maneira a deixar o ambiente arejado.
  • Deverá verificar se há álcool em gel disponível na entrada e saída, e também no local de apoio próximo a capela.
  • Todos os itens litúrgicos devem ser desinfetados antes e depois do uso;
  • Microfones e demais materiais de uso contínuo da equipe deverão ser limpos por seus responsáveis;
  • Deverá respeitar a distância exigida entre pessoas da equipe técnica e o silêncio na igreja, para que possamos ser exemplo às pessoas que estiverem na igreja;
  • A equipe técnica deverá conhecer as normativas da Arquidiocese, para que possamos servir com garantia de segurança a si e à todos os presentes: portar máscara, ter sempre álcool em gel consigo, para ceder ao fiel em caso de necessidade; auxiliar na desinfecção do recinto antes e após as celebrações; auxiliar na demarcação dos assentos; auxiliar na perfeita organização da entrada e saída.

 

Ào Fiel:

  • Seguindo as orientações do decreto municipal, poderá permanecer nas celebrações até 30 pessoas devidamente equipadas com máscara, incluindo a equipe técnica e o celebrante;
  • O fiel poderá participar mediante agendamento a saber:
  • Missas às quintas e sextas na MATRIZ, 19h: deverá promover o agendamento através dos telefones: 18h: Padre (98821-6507) / Marcélio (98874-8175)
  • Missas aos domingos na MATRIZ, 10:30h (transmitidas ao vivo) e 18h: Padre (98821-6507) / Marcélio (98874-8175)
  • Recomenda-se que o fiel entre pela porta lateral, onde ficará um objeto umidificado com material desinfetante, para que os sapatos sejam higienizados antes da entrada na igreja. O fiel que se recusar a promover esta ação, deverá levar um sapato limpo e colocá-lo somente quando for adentrar o recinto;
  • Os assentos estarão demarcados, por isso, pede-se que chegue com antecedência e sente somente nos lugares marcados ou indicados pelo servo;
  • O fiel deverá permanecer de máscara durante toda a missa;
  • A máscara só poderá ser retirada no momento anterior à recepção da comunhão. Neste momento, o padre comunicará aos presentes que a máscara deverá ficar próximo ao participantes, que receberá álcool em gel para higienização das mãos antes da comunhão;
  • Ao receber a comunhão, o fiel não deverá pronunciar nenhuma palavra, dizendo o Amém em silêncio, como recomenda a normativa da Arquidiocese;
  • A equipe de servos será a responsável por sanar dúvidas. Recorra a eles a qualquer momento;
  • Recomenda-se permanecer nos bancos até o final da missa;
  • A saída será organizada pelos servos e deverá ser organizada da seguinte forma: os fiéis sentados nos bancos ao fundo deverão sair primeiro e em direção à porta frontal, dando prosseguimento banco à banco, de modo que não haja aglomeração.
  • Os que desejarem, poderão depositar sua oferta em urna própria devidamente sinalizada na saída;
  • Não recomenda-se a permanência no pátio externo, a fim de evitar aglomerações;
  • Aos fies que pertencem ao grupo de risco, recomenda-se participar das missas semanais;
  • Todas as normativas tem por objetivo manter a segurança dos fiéis e da equipe de servos da paróquia. Por essa razão, contamos com a colaboração de todos para que juntos, possamos vencer essa pandemia preservando a vida;

 

 

 

 

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