Paróquias de Juiz de Fora têm retorno das missas diárias e aumento da capacidade dos templos religiosos

No último sábado, 17 de abril, a Prefeitura de Juiz de Fora publicou um decreto em que anuncia o retorno do município à Faixa Vermelha do programa municipal de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Entre as determinações, está a autorização das atividades nas igrejas com lotação 30% de sua capacidade e funcionamento livre, ou seja, retorno das missas diárias.

Além dos cuidados já adotados pelos templos religiosos – como marcação nos bancos, uso de álcool gel, ambientes limpos e ventilados, dentre muitos outro -, o decreto solicita que informações sobre protocolos sanitários estejam em evidência, tanto na entrada das igrejas, quanto nas celebrações, através de mensagens.

Em diversas ocasiões o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, tem reforçado o pedido pelo cumprimento dos protocolos, junto aos padres e ao povo. Desta vez não será diferente, segundo Dom Gil, a Arquidiocese seguirá integralmente o decreto.

As novas regras da prefeitura passaram a valer no mesmo dia da publicação. No entanto, vale destacar que semanalmente será feita uma reavaliação da situação da cidade e poderão ocorrer mudanças na faixa de classificação vigente do programa Juiz de Fora pela Vida.

*Fonte: Site da Arquidiocese de Juiz de Fora

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Papa à CNBB: promover a reconciliação do povo brasileiro

Diante da dor, a união: é o que pede o Papa Francisco ao povo brasileiro através de uma videomensagem endereçada aos membros da CNBB que realizam sua Assembleia Geral. O Pontífice se solidariza com quem perdeu familiares e pede que a Igreja vá além das desavenças.

Solidariedade, caridade e unidade: estes são os conceitos apontados pelo Papa Francisco ao enviar uma videomensagem aos bispos que participam da 58a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela primeira vez realizada de forma virtual.

No início da mensagem, o Pontífice não deixa de lado o bom humor, pedindo desculpa por falar em espanhol, bem sabendo que existe um idioma que brasileiros e argentinos dominam: o “portuñol”.

Assumindo logo um tom mais sério, o Papa afirma que, através dos bispos, se dirige a todo o povo brasileiro, “num momento em que este amado país enfrenta uma das provas mais difíceis da sua história”.

“Gostaria, em primeiro lugar, de expressar minha proximidade às centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido. Jovens e idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento. Penso em especial nos bispos que morreram vítimas da Covid.”

Francisco pede a Deus que conceda o descanso eterno aos mortos e consolação aos familiares, que muitas vezes nem puderam se despedir. “E este ir-se sem poder se despedir, ir-se na solidão mais despojada é uma das maiores dores de quem vai e de quem fica.”

Mas nossa fé em Cristo ressuscitado nos mostra que podemos superar este trágico momento e aqui se apresenta a importância da solidariedade, “a chorar com os que choram”. “E a caridade nos impulsiona como bispos a nos despojar. Não tenham medo de se despojar. Cada um sabe do quê.” A pandemia só será superada com a união e a CNBB deve ser una neste momento, “porque o povo que sofre é um”.

Igreja una, porque o povo é um

O Papa recorda sua “inesquecível” visita ao Brasil em 2013 e do que disse a respeito da história de Nossa Senhora Aparecida. Por ter sido encontrada quebrada, poderia servir de símbolo da realidade brasileira: o que estava separado, recobra a unidade.

“E ser instrumento de reconciliação, ser instrumento de unidade: esta é a missão da Igreja no Brasil. Hoje mais do que nunca! E, para isto, é necessário deixar de lado as divisões e as desavenças. É necessário encontrarmo-nos no essencial. Com Cristo, por Cristo e em Cristo.”

Somente assim, prossegue o Papa, os bispos poderão inspirar os fiéis, outros cristãos e cidadãos, também em nível governamental, a trabalhar juntos para superar não só o coronavírus, mas também outro vírus: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social.

Francisco está consciente de que “o desafio é grande. Mas sabemos que o Senhor caminha conosco”. “Sempre Jesus! Aqui está nossa base, nossa força, nossa unidade.”

O Papa conclui pedindo ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral dê frutos de unidade e reconciliação a todo o povo brasileiro e à CNBB. “Unidade não é uniformidade”, recordou, mas harmonia.

“Imploro a Nossa Senhora Aparecida que ela, como Mãe, dê a todos os seus filos a graça de ser custódios do bem e da vida dos demais e  promotores de fraternidade”, são as palavras finais de Francisco, concedendo sua bênção apostólica.

Fonte: Site Vatican News
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Celebrações são mantidas em Juiz de Fora

Nesta segunda-feira (18) passa a valer o retorno de Juiz de Fora à onda vermelha do programa Minas Consciente. Em vista disso, houve dúvidas sobre o funcionamento das igrejas durante este período de maior rigor no isolamento. No entanto, em agosto do ano passado, Câmara Municipal de Juiz de Fora promulgou uma lei que caracteriza celebrações religiosas como atividades essenciais na cidade, portanto, as missas podem ser mantidas.

Assim como estava acontecendo, é permitida a participação presencial dos fiéis no limite de 30% do espaço nas igrejas ou templos, continuando com rigorosos cuidados, como uso de máscaras e do respeito ao distanciamento social, dentre outros.

*Fonte: Arquidiocese de Juiz de Fora

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Fraternidade é esperança em tempo de pandemia

A pandemia do novo coronavírus marcou fortemente as nossas vidas neste ano de 2020 e vai continuar a marcar em 2021. Por Covid-19 já morreram mais de 1 milhão e 700 mil pessoas e o número de infetados já ultrapassou os 80 milhões. Um grave problema sanitário que gerou perturbações económicas e sociais. Por estes dias vigora em muitos países o recolher obrigatório para as festas de final de ano.

Vacinas para todos

Ao tempo de pandemia se referiu o Papa Francisco, na sua Mensagem e Bênção Urbi et Orbi, na manhã de Natal, sublinhando que, não obstante as incertezas, há ”luzes de esperança” como por exemplo as vacinas.

“No Natal, celebramos a luz de Cristo que vem hoje ao mundo e Ele vem para todos: não só para alguns. Hoje, neste tempo de escuridão e incertezas pela pandemia, aparecem várias luzes de esperança, como a descoberta das vacinas” – assinalou o Papa.

O Santo Padre lançou o apelo de que as vacinas devem estar ao dispor de todos e não devem ser geridas em modo nacionalista.

“Mas para que estas luzes possam iluminar e levar esperança ao mundo inteiro, devem estar à disposição de todos. Não podemos deixar que os nacionalismos fechados nos impeçam de viver como uma verdadeira família humana que somos” – declarou.

Disponíveis e solidários com os frágeis

Francisco pediu cooperação e não concorrência: “Peço a todos, aos responsáveis dos Estados, das empresas, dos organismos internacionais, de promoverem a cooperação e não a concorrência” – frisou.

O Santo Padre na sua Mensagem lembrou a solidariedade necessária para com os mais frágeis neste tempo de pandemia, nomeadamente, os doentes e os desempregados e não esquecendo as mulheres vítimas de violência doméstica nos meses de confinamento.

“O Menino de Belém nos ajude a estar disponíveis, a ser generosos e solidários, especialmente para com as pessoas mais frágeis, os doentes e quantos neste tempo se encontram desempregados ou estão em graves dificuldades pelas consequências económicas da pandemia, bem como as mulheres que nestes meses de confinamento sofreram violências domésticas” – afirmou o Papa.

Precisamos mais do que nunca de fraternidade

Para o Papa Francisco vivemos um período especialmente difícil, no qual a pandemia de covid-19 veio agravar a crise ecológica e os problemas económicos e sociais. Um “momento histórico” onde a solução chama-se fraternidade – disse o Papa na sua Mensagem Urbi et Orbi.

“Neste momento histórico, marcado pela crise ecológica e por graves desequilíbrios económicos e sociais, agravados pela pandemia do coronavírus, precisamos mais do que nunca de fraternidade.  E Deus oferece-a, dando-nos o seu Filho Jesus: não uma fraternidade feita de palavras bonitas, ideais abstratos, vagos sentimentos… Não! Uma fraternidade baseada no amor real, capaz de encontrar o outro diferente de mim, de compadecer-me dos seus sofrimentos, aproximar-me e cuidar dele mesmo que não seja da minha família, da minha etnia, da minha religião; é diferente de mim, mas é filho de Deus meu irmão, é minha irmã. E isto é válido também nas relações entre os povos e as nações. Todos irmãos” – declarou o Santo Padre.

A fraternidade real proposta pelo Papa está bem definida na sua Encíclica “Fratelli tutti”, “Todos irmãos”. Também para combater a pandemia de Covid-19. Tal como escreve Francisco logo no número 7 do seu documento, recordando que esta doença “irrompeu de forma inesperada” tendo deixado “a descoberto as nossas falsas seguranças”.

“Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade” – afirma Francisco na sua Encíclica.

Neste barco estamos todos

Logo no início da pandemia naquela sexta-feira, 27 de março, numa Praça de S. Pedro vazia em Oração pelo Mundo, o Papa Francisco assinalou o valor da fraternidade, sublinhando que ninguém se salva sozinho.

Com o Santíssimo Sacramento nas mãos, Francisco deu a Bênção Urbi et Orbi e recordou o esforço daqueles que mais diretamente têm ajudado na luta contra a pandemia de coronavírus:

“…médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, cuidadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e tantos outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

Nessa oração plena de intensidade e significado, Francisco pediu para que convidássemos “Jesus a subir para o barco da nossa vida” para ativarmos “a solidariedade e a esperança”. Remando todos juntos porque estamos todos “no mesmo barco”.

“Como os discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. Neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer», assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos” – disse Francisco.

Este ano de 2020 conclui-se com as luzes de esperança da vacinação que iniciará a resolver o problema da pandemia do novo coronavírus. Essencial para o ano 2021 o apelo do Papa à vivência da fraternidade como real solução para os problemas da humanidade. Porque somos “Todos irmãos”.

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Arcebispo determina suspensão de celebrações presenciais

O Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, determinou a suspensão da participação presencial em celebrações e da realização de sacramentos até o dia 15 de dezembro. A decisão foi tomada devido ao novo aumento do número de casos e mortes em decorrência da Covid-19 na região.

Dom Gil deu liberdade aos párocos e administradores de paróquias do interior com relação à realização de missas ao ar livre e para cumprir os agendamentos já realizados pelos fiéis. Contudo, ele pediu que a situação pandêmica local e as orientações municipais sejam levadas em consideração. Em Juiz de Fora, que regrediu para a Onda Amarela do Programa Minas Consciente, a determinação do Arcebispo é que todas as atividades sejam canceladas.

No caso de casamentos já marcados para o período da suspensão, a indicação é que sejam mantidos, desde que essa seja a vontade dos noivos e que sejam respeitadas as medidas de proteção individual. Já os ritos de Batismo, Primeira Eucaristia, Crisma e atendimento de confissões devem ser remarcados, assim como a Unção dos Enfermos, quando possível for.

Dom Gil reiterou junto ao Clero a importância da manutenção, principalmente nos próximos 15 dias, das transmissões de Missas e outras atividades paroquiais. Além disso, ressaltou a esperança de que a realidade da pandemia tenha melhorado na segunda metade do mês, para que os arquidiocesanos possam celebrar, da melhor forma, a Festa do Natal do Senhor.

Clique aqui e confira o comunicado do Arcebispo.

Fonte: Arquidiocese de Juiz de Fora

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Papa: a exemplo dos mártires dos nossos dias, seguir sem medo diante dos desafios da vida

Pela quarta vez direto da janela do Palácio Apostólico, depois do período de lockdown na Itália em que rezava a oração mariana do Angelus de dentro da biblioteca, o Papa Francisco encontrou os fiéis da Praça São Pedro. Neste domingo (21), o Pontífice nos encorajou a não ter medo, sermos fortes e confiantes diante das adversidades. Como os Apóstolos e os cristãos dos nossos dias, perseguidos e ameaçados – até fisicamente -, a exortação é confiar em Jesus, porque “o Pai cuida de nós” na hora da adversidade e do perigo.

Neste domingo (21), oficialmente de verão no hemisfério norte, o Papa completou um mês de retorno à oração mariana do Angelus, feita diretamente da janela do Palácio Apostólico aos fiéis presentes na Praça São Pedro. Durante todo o período de lockdow na Itália, Francisco rezou de dentro da biblioteca.

Na sua alocução, que precedeu o Angelus, o Papa descreveu três situações concretas de adversidades enfrentadas pelos discípulos na proclamação do Reino de Deus, a partir de um trecho do Evangelho deste domingo (cf. Mt 10, 26-33). Através delas e fazendo eco ao convite de Jesus, Francisco exortou para não se ter medo, ser forte e confiante diante dos desafios da vida. De fato, “o medo é um dos inimigos mais feios da nossa vida cristã”.

O anúncio sem medo diante da hostilidade

Em primeiro lugar, o Papa descreveu “a hostilidade daqueles que gostariam de silenciar a Palavra de Deus”. Jesus, até aquele momento, transmitiu a mensagem de salvação “com prudência, quase em segredo”, diferente do que deveriam fazer os Apóstolos:

“Eles deverão proclamá-la “à luz”, ou seja, abertamente, e anunciar “dos terraços”, isto é, publicamente, o seu Evangelho.”

A perseguição aos cristãos até hoje

A segunda dificuldade que os missionários de Cristo encontraram, lembrou o Papa, foi “a ameaça física contra eles, isto é, a perseguição direta do seu povo, chegando até a matar”. Uma profecia de Jesus, “dolorosa”, mas que “atesta a fidelidade das testemunhas” e se constata em todos os tempos:

“Quantos cristãos são perseguidos ainda hoje em todo o mundo! Sofrem pelo Evangelho com amor, são os mártires dos nossos dias. E podemos dizer com certeza que são mais mártires que nos primeiros tempos: muitos mártires somente por ser cristãos… A esses discípulos de ontem e de hoje que sofrem a perseguição, Jesus recomenda: «Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma» (v. 28). Não devemos nos assustar por aqueles que procuram extinguir a força da evangelização através da arrogância e da violência. Nada, na verdade, podem fazer contra a alma, ou seja, contra a comunhão com Deus: essa, ninguém pode tirar dos discípulos, pois é um dom de Deus.”

A certeza do amor de Deus

O terceiro tipo de provação que os Apóstolos enfrentaram, recorda o Papa, é a sensação de que o próprio Deus os abandona, ao permanecer “distante e silencioso”. Mas não devemos ter medo, exorta Francisco, porque “o Pai cuida de nós” na hora da adversidade e do perigo:

“Também aqui nos exorta a não ter medo, porque, apesar de passar por essas e outras ciladas, a vida dos discípulos está firmemente nas mãos de Deus, que nos ama e nos guarda. […] O que importa é a sinceridade, é a coragem do testemunho, do testemunho de fé: ‘reconhecer Jesus perante os homens’ e seguir adiante fazendo o bem.”

Fonte: Site Vatican News

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